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Desde: 17/08/2004      Publicadas: 43      Atualização: 17/09/2004

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 Informática Educativa
  10/09/2004
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Tecnologia da Informação e Comunicação e suas implicações pedagógicas
O que compreendemos por tecnologia e por alfabetização tecnológica condiciona, sem dúvida alguma, seu uso, seus objetivos e seu papel no currículo.
Além disso, falar sobre tecnologia e implicações pedagógicas requer pensar no contexto maior em que a escola de hoje está inserida, nas inúmeras inovações, descobertas, produtos e processos que a ciência e a tecnologia colocam à nossa disposição e que, com uma rapidez incrível, passam a fazer parte de nosso dia-a-dia, modificando nossos hábitos, comportamentos, relações e modos de produção. Portanto, pensar na escola atual requer analisar o seu papel frente a estas mudanças e entendê-la inserida em um novo espaço-tempo social.

Que espaço-tempo social é este?

Sabemos que as tecnologias, capazes de funcionar em rede como o telefone, o rádio, a televisão, os computadores e, finalmente, a telemática - produto da interoperabilidade dos recursos computacionais com as tecnologias de comunicação - prepararam o caminho para o surgimento da atual Sociedade da Informação ou Sociedade do Conhecimento.

Esta sociedade está em processo de expansão e fortalecimento à medida que se generaliza o uso das tecnologias que permitem digitalizar, armazenar e transmitir todo tipo de dados e informações em alta velocidade, de forma pluridirecional, através do mundo, usando a Internet. Esta nova possibilidade de veicular textos, vídeos, sons, imagens colocou em circulação e a nosso alcance não só um volume enorme de informações, como também introduziu inovações comerciais, sociais, organizacionais e jurídicas que mudaram nossos estilos de vida, tanto no mundo do trabalho como no do lazer.

E nós? E nossas escolas? No que mudamos?

Não há quem negue a imensa importância que a tecnologia assume junto a todos os seres humanos, mas parece que um dos caminhos que ainda precisamos percorrer e revisar é o do nosso entendimento acerca do papel das mídias no ambiente escolar. Não é raro ouvirmos que computadores são "ferramentas a mais", que a Internet é interessante, pois nos coloca em contato com muitas informações sendo, portanto, um excelente local para pesquisas escolares e que os vídeos enriquecem nossas aulas por ilustrarem de forma dinâmica os conteúdos estudados.

Será que é só isso? Será que é suficiente? Basta ter conexão com a Internet e saber como acessar as informações, que lá estão disponibilizadas?

Em um artigo de 1997, a norte-americana Margaret Riel nos convidava a pensar no ciberespaço, criado pela Internet, como um lugar ou terreno propício para a construção e fundação de aldeias de diferentes tipos que poderiam nos desafiar a reexaminar o modo como nos relacionamos uns com os outros. No seu entender, a Internet é muito mais do que uma "infovia" ou um lugar por onde podemos "surfar" e recolher informações, ela é um destino, um novo espaço que amplia nossas possibilidades de interação social.

Antes dela, já em 1994, o filósofo e matemático espanhol Javier Echeverría propunha pensar a Rede como Telépolis - uma cidade virtual eletrônica e digital. Este autor partiu da tese de que as tecnologias da informação e as telecomunicações possibilitam um novo modelo de espaço social, que chamou de terceiro entorno, profundamente diferente do entorno natural e do entorno urbano, em que temos vivido e atuado até agora.

O primeiro entorno (1e) seria aquele que se constituiu em volta do ambiente natural: o corpo - o clã, a tribo, a família, os costumes, ritos, técnicas de produção, a língua, a propriedade; o segundo entorno (2e), que seria aquele que gira em volta do ambiente social da cidade, é um entorno urbano, social e cultural: o vestuário, o mercado, a oficina, a empresa, a indústria, a cidade, o estado, a nação, o poder, a igreja, a economia, culminando com a Sociedade Industrial.

O terceiro entorno (3e) é um novo espaço social em construção, basicamente artificial e possibilitado por uma série de tecnologias que modificam as relações sociais e culturais características de (1e) e (2e).
No meio natural e no meio urbano, as ações humanas são determinadas priorizando o próximo: nossa casa, cidade, país e nossa cultura, sucessivas compartimentações das relações de vizinhança, que predominaram em quase todas as sociedades. O terceiro entorno rompe com a prioridade do próximo, e aí está o enorme impacto social dos diversos artefatos que possibilitaram este rompimento, esta mudança nas coordenadas espaço-temporais: o telefone, a televisão, o dinheiro eletrônico e as redes telemáticas, tipo Internet.

Entender este fenômeno, que produz mudanças de toda ordem, sermos pró-ativos neste meio é o nosso desafio, enquanto educadores.

Assim, não basta ter conexões, aprender a navegar e buscar informações. É necessário assumir/entender nosso papel de educadores nesta sociedade em transformação, compreender as implicações das TIC em várias dimensões: na construção de significados, nas novas formas de expressão do conhecimento e da arte, na representação da realidade, nas relações e interações a distância. Mais do que incentivar nossos alunos a acessar e buscar material na Internet, precisamos, junto com eles, explorar a pluridirecionalidade destes meios, aprendendo a também produzir, veicular e fazer circular informações e significados construídos neste espaço de convivência.

A escola, e mais especificamente a escola pública, precisa garantir aos alunos o acesso às mídias de forma ativa e produtiva, favorecendo a comunicação e, conseqüentemente, a possibilidade de fazer circular diferentes discursos e entendimentos, em condições de igualdade. Novos objetos, em qualquer campo de conhecimento, só podem ser valorizados, analisados e utilizados de forma crítica e inovadora quando, de fato, compreendidos. Assim, para atuar e intervir no espaço eletrônico precisamos desenvolver nossa fluência tecnológica, explorar as telecomunicações no nosso trabalho, entrar em rede para nos comunicarmos com nossos pares, aprendermos a nos localizar, mover, estabelecer parcerias e cooperar em ambientes virtuais. O nível educativo de uma sociedade informacional não se mede pela quantidade de conexões, mas pela inserção crítica, assertiva e competente dos indivíduos na relação com o espaço eletrônico, nas trocas que são capazes de estabelecer, no que são capazes de produzir, de criar com e a partir destes meios. Em outras palavras, o nível educativo é medido pela alfabetização tecnológica.
  Autor:   Iris Elisabeth Tempel Costa*


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